Naftalina Azul

Onde a mente se conecta com a vibração dos seus batimentos cardíacos. Até onde você for, eu irei. Sou seu café da manhã, seu almoço, sua janta. Sou tudo que você jamais teve.

Todos os TEXTOS publicados aqui, exceto os que foram reblogados são de minha autoria.

SE TIRAR O ALT + REBLOG VAI TER MORTE.

Não, eu não esqueci. Só não quero lembrar.

(Source: falso-mentiroso, via perigoso)

Onde Mendigo se torna Menino

 Ando pelas vielas destruídas e infectadas por fezes de pombos elegantes, sinto o seu cheiro,

Observo os transeuntes desnudos e choro sobre a comida estragada, reservo uma vaga,

Coloco meus pés no chão, fico envergonhado e grito comigo mesmo. As senhoras são prazerosas,

Tento não ter uma ereção, rezo um Pai Nosso, o vento sopra raivoso, o amor quase morre.

Minhas emoções estão confusas e minha alegria se desintegra, me torno gelado e mórbido.

Defeco algumas frases para o vendedor ambulante e nós fazemos sexo na garagem coletiva,

Minha boca fica cheia de pelos pubianos. Acho que vou ter uma crise de abstinência,

A dor no meu nariz se torna mais aguda, vou comprar! 

Broke.

Broke.

dimmoon:

X-Static Process - Madonna

2 months ago - 45
Não pode dormir.   (Taken with Cinemagram)

Não pode dormir. (Taken with Cinemagram)

#MarilynManson

#MarilynManson

Nós éramos ratos de laboratório (paranóia très chic)

Eu nunca mais irei dizer boa noite para os meus eunucos,

Irei me trancar em minha câmara funerária e esperarei a morte me buscar,

Antes disso darei uma festa no estilo Calígula, onde tudo é permitido,

E na manhã seguinte a festa eu irei realizar o ato de misericórdia,

Não consigo continuar, a minha face está deformada,

Estou perdendo o controle, vocês não precisam mais de mim,

Já foram efetuados vários testes laboratoriais, mas a beleza não foi encontrada,

Estamos vazios e com a mente cheia de ódio,

Precisamos correr, pois isso nos faz bem,

Eu estou morrendo na frente do espelho,

Príncipe, eu jamais irei lhe machucar novamente,

Não adianta chamar pelo meu nome,

Eu estou caindo do precipício…

Então, eu chamo o nome de todos os santos e me sinto feliz,

Tomo especiarias farmacêuticas e sou encaminhado para outro patamar,

Eu minto para o Padre, e ele fica excitado,

Dirijo meu carro embriagado, atropelo pessoas…

 

E a saúde das andorinhas?

Um pasto para o gado pastar, defecar, se reproduzir,

A minha sanduicheira está estragada, não posso me alimentar sem ela,

A solução é virar anoréxico,

Fechar as caixas de diamantes e,

Quando todos acariciarem o seu rosto, será uma contradição flutuante,

Bichos de pelúcia e Barbies irão lhe indicar o caminho a seguir,

Não poder mais subir os degraus do seu apartamento com as luzes apagadas, isso é ruim,

Mas tenho fé na Santíssima União dos Psicologicamente afetados, afinal,

O Universo não pertence a ninguém,

Não posso usar um vestido vulgar e sair rebolando como uma vadia, não…

Depois de tudo, eu quero brincar e esquecer o resto do mundo, é apenas um teste,

Ninguém, absolutamente ninguém irá me capturar em vídeo amador para ser apreciado na tela,

Introversão, Paganismo e água,

Eu estou caído com a cara nas fezes do mundo,

Parece que não tenho mais nada para dar além de minhas palavras,

Acredito que isso nunca terá fim,

Mesmo você sendo tão belo e puro, eu irei partir para esquecer a culpa,

…Eu juro que não queria assassinar aqueles mendigos,

A luz está gélida e os ambientes não tem cor – paciência!

As Daminhas de casamento lésbicas

Elas só queriam dançar agarradas a um poste de luz,

Mas Jesus não permitiu e elas resolveram se suicidar, o método,

Comeram vidro, e na medida em que o sangue ia surgindo, elas se beijavam,

Misturando seu sangue como em um ritual, elas tinham apenas nove anos,

Eram brancas como a neve e suas bochechas tinham um leve tom rosado,

Suas pernas, finas, seus olhos, negros, suas vaginas, lubrificadas,

Eu realmente não consigo compreender o fim dessas duas daminhas,

Foi tudo tão rápido! Eu mal tive a oportunidade de ensinar-lhes as regras do jogo,

Aqueles grandes lábios! Ela era uma prostituta e estava grávida,

Eu bati na barriga dela para tentar matar o bebê, mas o desgraçado veio ao mundo e se tornou isso que hoje escreve essas palavras,

Como um jardim suspenso… Orquídeas brancas trazem a paz,

Papoula pode se transformar em heroína, da boa!

 

 

Eu sei que preciso esquecer o esquecimento para não ir embora novamente,

A alma se deita na cama, mas o corpo não dorme, pois está vazio,

E apenas me faça voltar ao ponto de início, aonde o Lítio não era fundamental,

Eu quero ficar longe de meus temores e não desejo cair no meio da multidão,

Aqui na minha escuridão eu posso ser livre para criar os monstros mais maléficos e,

Nada está bem nesse momento, eu quero me matar como as meninas citadas acima,

Quando há algo de errado? Lítio e mais associações,

Por favor, não vá embora, você é a única pessoa capaz de colorir minha vida,

Meu bebê, eu já estou caminhando para o precipício, aonde você nunca mais irá me machucar,

As doces palavras que você dizia, eram apenas poemas decorados de Lorde Byron,

E quando eu fugia e você me capturava novamente, eu ficava sem ação, acabando na cama…

Eu pensei que iríamos nos casar, mas você sabe que nunca foi verdadeiro o seu amor.

 

Eu não quero outro desempenho,

Agora eu pertenço ao Sol e a ele servirei,

Pelo menos ficarei mais bronzeado…

Os fantasmas me cortam os pulsos e eu tomo Valium,

Eu não posso continuar, pois ela não retornou pra casa,

Tantos sorrisos desperdiçados, quantas mortes desnecessárias,

Quedas, pessoas em consultórios médicos, em terreiros de umbanda,

Todos procurando uma solução (eu já me sinto constrangido, inválido),

Ódio e sabedoria inútil, coquetéis de sedativos na veia, eu sinto tão bem,

E por incrível que pareça, eu sempre surpreendo com meus atos ou palavras,

Acho que vender a minha vida para O Supremo Sacerdote seria legal,

Eu vejo nas paredes a presença das daminhas e elas sussurram gemidos eróticos,

Fico me masturbando quando ouço isso, cheiro três fileiras de cocaína e me masturbo,

Sem ressentimentos. Sem luzes acesas. Sem incenso e sem frituras.

 

O espelho mostra a minha face, é bonita, mas decadente,

E eu volto para minha cama e durmo, e em meus sonhos eu sou um monge budista,

Natural, porque eu sempre quis transar com um deles, lamber a cabeça careca,

Às vezes quando me surpreendo comendo fezes caninas eu fico satisfeito,

O sabor é peculiar, fezes de gato também são uma boa pedida,

Mas o seu perfume que nunca saiu de minhas vestes celestes?

Poderia estar falando palavras doces, mas as circunstâncias não permitem,

Eu amo ninguém, eu apenas quero continuar a minha missão depravada,

Eu já gozei na boca de um advogado e comi o cu do prefeito!

Escapade (você é o Diabo?)

Eu vejo as pessoas sorrindo e exaltando a felicidade,

Penso que seja apenas uma piada, pois eu só tive a oportunidade de viver momentos de falsa felicidade,

E isso continua e recomeça e insiste e eu não posso parar e a emoção é deturpada,

E então? 

Pra onde eu estou olhando?

Eu nunca pensei que um sentimento maravilhoso como o amor poderia se tornar nisso,

Eu não posso mais balançar seu pênis quando você urina,

Minha mão foi amputada e meu cérebro, transformado em poeira cósmica.

Então eu estou vazio novamente, mas preciso ir adiante,

Um pouco de brilho nos lábios, e eu me transformo em um travesti,

Minhas roupas se rasgam por sua causa e eu entro em uma boate,

Faço sexo com algumas pessoas e me ajoelho diante do altar,

Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo,

Não há surpresas, a cocaína não me mata,

E meu coração bate, bate punheta,

Eu juro que não farei de novo! 

E a menina urina na minha boca,

Meu pênis está ereto neste exato momento,

Eu quero sair do coma, preciso defecar palavras,

Proteger meu amado príncipe, conservá-lo com formol,

Seu corpo está gelado, a pele, branca…

Eu estou em um castelo, não sou vampiro, e sim, lunático,

Eu nado em mares de fórmulas químicas,

Que grandioso! Esplêndido! Fabuloso! 

Eu quero tocar o clitóris com minha língua infectada,

Quero atravessar o universo dentro de um cachimbo de crack,

A gasolina está acabando e eu, produzindo cartas anônimas ameaçadoras para desconhecidos,

- Como antigamente meu doce amor! Brilhando nas entrelinhas dos tablóides.

Andar de moto pela orla fumando um belo baseado,

Brincar de médico em plena Avenida do Estado, na hora do “rush”,

Falar alemão enquanto chupávamos aqueles velhos pederastas,

Roubar carteiras e depois ir dormir com roupa de elefante…

Eu amo você minha doce hermafrodita intrépida!

Mas, o inferno espera por nós,

Estou cansado e me sinto incapaz de promover a mesma febre do passado,

Nem minhas seringas me ajudam mais, Jesus Cristo, olhe para isto!

Eu não pensei antes de machucar aquela menininha, ela era tão suave e satânica,

Seus olhos eram tão negros e seu orifício, imundo… Bizantino!

A instalação elétrica me proporcionou paranóia, o eletricista era gentil e me beijou na boca,

O sangue foi injetado na artéria, eu fiquei estúpido até você aparecer,

Meus superdoces? Cadê? Eu vou morrer, preciso das minhas balas coloridas,

Senão a dor irá voltar e nada em mim poderá salvar os negrinhos da África.

Grandiosas idéias, nenhuma ação,

É assim que funciona em nosso sistema intra-uterino de sobrevivência,

Eu irei fazer vasectomia amanhã, e nosso filho será concebido através de sêmem de porco,

Seu nome será Judas, será assexuado, pois retiraremos seus órgãos genitais,

Um anjo… Uma luz para toda essa libertinagem desorganizada,

Fecundarei você, sua puta, com uma adaga, 

Você vai sangrar…

Pedir por ajuda…

Mas será passageiro, como todas as outras coisas.

Passageiro. Nada além de uma dor passageira.

Paralisia 1: Calmaria e Boas Energias

Em um sopro final de vida eu embarquei e comecei a flutuar, brilhar e explodir de alegria,

Senti o cheiro de sopa de legumes que minha Oma faz pacientemente na cozinha escura,

Estou sereno, menos analítico e mais à vontade com meus defeitos compridos.

Tenho amigos japoneses que usam cueca boxer e não engordam, suas peles nas minhas…

Puro demais. Seu sorriso leva a dor embora e quebra as janelas do presídio,

Sim, éramos maravilhosamente unidos, quase siameses, grudados por atração, mas…

Acorde Pequena Criança

Acorde pequena criança, acorde cacofonia, acorde pleonasmo, acorde pecado!

Lamba os meus sapatos sangrentos e morda minhas bolas minha pequena criança sorridente,

A voz continua a falar em todas as árvores de concreto que cercam nossa existência vazia e escura,

Todas as rezas, todo o silêncio e toda a histeria de um século calados em uma única estrutura fragilizada que caminha pelas ruas sem roupas e com um enorme fardo nas costas,

Ó nativos! Ó indigentes! Sejam gentis com os garotos da outra rua, não mais os chame de veados nem de bichas,

Eu falo isso, pois a pele destas pobres criaturas está cada dia mais empalidecida e inundada de acne. Claro que a nossa amiga indústria cosmética os ajudará, mas só adiantará até a primeira chuva do meu mais puro esperma cair sobre suas faces inexpressivas e revelar para todos os outros habitantes da Terra que por detrás de tudo há imperfeições, humilhações, estupros e, pedofilia sedutora e abdutora.

Sei que dentro de tantas paredes existe muita coisa morta, muitas tv’s desligadas e romances congelados. Isso é o câncer da sociedade atual. A Besta do Apocalipse, a pressão do meu pau contra seu umbigo traseiro.

Sei também que em meu espírito o governo permanente é sacrificado por todos os meus garotos e garotas, tempo, estradas e cálculos numéricos. Olá, eu estava pensando…

Acorde pequena criança, vamos nadar em minha piscina de água podre, vamos perder nosso tempo assistindo desenho animado e mamando, sim, mamando um ao outro, bem no Reino dos Pintos Angelicais, onde o ouro é a porra e a prata é a merda que você defeca em meus vasilhames de porcelana chinesa.

Linhas Divinas, perguntas e respostas, jornadas de pesadelos, uma pequena dose de arte e lá está você, segurando seus 22 centímetros de pau, sorrindo e me convidando para um passeio pela floresta encantada onde os coelhos são afogados em promessas com cheiro de vinho tinto barato e também onde os grilos nos devoram.

Ó cabeça perfeita! Crie algo espetacular para as pessoas acreditarem em nossa gentileza e comprarem nosso livro, assim escaparemos da morte e poderemos continuar a circuncidar todos os pintinhos dos bebês após masturbações em repúblicas de estudantes, ah, que triste!

Todos esperam pelos nossos ingressos, mas já são 4:47 da madrugada e não posso mais continuar vestido em esta roupa de incesto, me deixe ir e prometo que não contarei aos nossos pais que somos amantes.

Então, aqui estou novamente, no carro, com meus olhos de raios-X, a observar as brigas nos becos sujos dessa metrópole, coçando meu pau até ele se enrijecer o suficiente para o ataque.  

Ouço o som da gentileza, cadê minha dose diária de imaginação?

Pecadilho n. 02

Seu mistério está no pecado, e sempre há alguém ouvindo suas frases confusas que ecoam pelo quarto. Meu querido leitor, os erros servem para nos engrandecer espiritualmente, todos erram, sem exceção. Eu estou aqui no meu leito de morte, agonizando dentro destas paredes blindadas, me destruindo com medos e desgraças que simplesmente não existem. Quem sabe um dia você poderá compreender minha dor, que é infinita, que atravessa gerações, séculos, milênios. Agora, que tudo está mais claro e que todas as xícaras de chá verde se quebraram, eu opto por caminhar sobre as cascas de laranja apodrecidas e guardar minha insegurança para outra estória de ilusão. Não é um crime, mas é um pecado. Toda a esperança se converteu em desespero contido em sorrisos tímidos e em uma bagagem de torturas.

Ele estava sentado na privada

Ele estava sentado na privada, privada, sentado e observando a grande bacia vermelha, que muitas vezes servira de banheira para seu irmão mais novo, Júlio. Na medida em que o tempo passava, o silêncio ficava cada vez maior, somente era interrompido pelo intrépido barulho de suas fezes caindo na cristalina água da privada. Ele termina, limpa seu ânus delicadamente com o papel higiênico macio e perfumado, dá a descarga, lava as mãos com aquele sabonete especial que ele comprara para se certificar que estava limpo de bactérias e outros micro-organismos, as seca e aperta o vaporizador de perfume fabricado especialmente para estas ocasiões, abre a porta.

Ouve de longe os pássaros, os mugidos dos bois e das vacas, sente um alívio de estar só naquela imensidão verde, longe de toda a hipocrisia da cidade, da maldade e das pessoas que nunca o entenderam. Liga então a velha vitrola, herança de sua avó, coloca um disco do The Cure, o primeiro que estava à vista, o The Top. Aumenta o volume, deita no divã vermelho de veludo que comprara em uma loja de móveis usados por R$ 200,00, ajeita uma almofada com cheiro de mofo sob sua cabeça já entorpecida pelo som vindo da vitrola e começa a pensar… Acaba dormindo.

O relógio pendurado na parede faz seu barulho usual, o disco já terminara a um bom tempo, fazendo um chiado bem peculiar e agradável aos ouvidos daqueles que realmente amam a música e a vida. O vento que agita as persianas anuncia a chegada do anoitecer, os cães selvagens começam a uivar como lobos, o ar frio toma conta da casa perdida no meio da montanha. Ele acorda abruptamente e sente frio. Olha para o relógio pendurado na parede e constata que já são quase 9 da noite. Por um instante ele fica a observar admirado a beleza do céu noturno, com poucas estrelas e com uma Lua Cheia que considera enorme. Dirige-se à cozinha, coloca água na chaleira velha, também herança de sua avó, ascende o fogão à lenha com um fósforo, mas antes verifica se os gravetos ainda estão em boas condições para serem queimados uma última vez, coloca a chaleira sobre a chama nua e começa seu ritual noturno regado a vinho e cheio de cigarros de maconha, que ele cultiva no seu jardim.